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FIFA: Presidente afirma que futebol em 150 países depende da entidade

O presidente da FIFA, Gianni Infantino, afirmou que o futebol em 150 países não existiria sem a entidade. A declaração foi dada durante um evento em Dubai, em dezembro.

Infantino explicou que as receitas geradas retornam ao futebol globalmente, por meio de iniciativas como o programa FIFA Forward.

Programa FIFA Forward

O programa FIFA Forward oferece recursos às associações filiadas. No ciclo de 2023 a 2026, cada associação pode receber até US$ 8 milhões. O montante total disponível é de US$ 2,25 bilhões, valor que será ampliado para US$ 2,7 bilhões no ciclo 2027-2030, conforme anúncio da FIFA em março.

Os recursos são divididos entre custos operacionais, projetos específicos, viagens e equipamentos.

Cada federação pode receber até US$ 1,25 milhão por ano para despesas operacionais. Projetos específicos podem alcançar até US$ 3 milhões por ciclo. Associações com receita anual inferior a US$ 4 milhões podem receber US$ 1 milhão adicional por ano para viagens e hospedagem, além de US$ 200 mil para compra de equipamentos.

As seis confederações continentais recebem US$ 60 milhões em quatro anos, ou US$ 15 milhões por ano.

A FIFA informou que, sem o suporte financeiro, muitos países não teriam condições de organizar competições.

Críticas à afirmação

Alan Tomlinson, professor emérito da Universidade de Brighton, contestou a afirmação de Infantino. Segundo ele, o futebol já existia antes da FIFA.

Partidas internacionais eram disputadas por seleções como Inglaterra e Escócia desde 1872, antes da fundação da FIFA.

Os repasses anuais de US$ 1,25 milhão são divididos em duas parcelas: US$ 650 mil em janeiro e até US$ 600 mil em julho, mediante o cumprimento de requisitos. Recursos para projetos são liberados conforme a aprovação e execução das iniciativas.

As federações devem apresentar auditorias anuais independentes. A FIFA pode suspender ou bloquear repasses em caso de irregularidades. Relatórios não são divulgados publicamente, o que gera críticas sobre a falta de transparência.

A federação dos Estados Unidos utilizou US$ 3 milhões do programa para incentivar a participação no futebol de base. Nas Comores, parte do dinheiro foi destinada à construção de infraestrutura. Na Inglaterra, os recursos foram aplicados em projetos de base e no desenvolvimento do futebol feminino.

Dirigentes da federação de Bangladesh foram sancionados por uso indevido de recursos em maio de 2024. Outros casos envolveram federações do Panamá, Venezuela, Guiné Equatorial e Maldivas.

Os recursos da FIFA contribuem para o desenvolvimento do futebol global. O futebol organizado, especialmente em nível internacional, não teria a mesma estrutura sem esse financiamento.

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