A captação de fundos de investimento no Brasil no primeiro trimestre de 2026 foi a maior dos últimos cinco anos. Os dados foram divulgados pela Anbima (Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais).
No acumulado do ano até março, a captação dos fundos atingiu R$ 159,2 bilhões. No mesmo período do ano anterior, o valor captado foi de R$ 8,3 bilhões.
Desempenho dos Fundos
Fundos de renda fixa e multimercados tiveram desempenho abaixo do CDI nos primeiros três meses de 2026. Fundos de ações apresentaram retorno inferior ao Ibovespa.
A rentabilidade média dos multimercados foi de 1,7% no período. Os fundos de ações renderam, em média, 10,7%, abaixo dos 16,3% do Ibovespa no primeiro semestre.
Crescimento do Patrimônio Líquido
O patrimônio líquido da indústria de fundos cresceu 12,9% em relação ao ano anterior, passando de R$ 9,6 trilhões para R$ 10,8 trilhões. O número de contas aumentou 8,7%, e o número de fundos, 6,1%.
Captação Líquida por Classe
A renda fixa registrou captação líquida de R$ 130,3 bilhões. ETF (Exchange Traded Funds) captaram R$ 17,8 bilhões, multimercados, R$ 11,2 bilhões, FIPs (Fundos de Investimento em Participações), R$ 6,4 bilhões, e Fiagros (Fundos de Investimento nas Cadeias Produtivas Agroindustriais), R$ 2,4 bilhões.
Fundos de ações tiveram resgates de R$ 6,4 bilhões. FIDCs (Fundos de Investimento em Direitos Creditórios) registraram resgates de R$ 2,3 bilhões, fundos de previdência, R$ 0,3 bilhão, e fundos cambiais, R$ 0,1 bilhão.



