O Secretário do Tesouro dos Estados Unidos, Scott Bessent, afirmou nesta terça-feira (21) que o governo poderá aplicar sanções a modelos chineses de inteligência artificial (IA). A medida poderá ser adotada se for comprovado o uso de propriedade intelectual roubada no desenvolvimento da tecnologia.
Bessent disse à Fox Business que autoridades americanas identificaram “marcas d’água” dos EUA em modelos chineses. O tema será investigado nas próximas semanas.
Segundo o secretário, é preciso saber se os modelos chineses estão utilizando materiais roubados. Washington apoia o desenvolvimento de modelos de código aberto. A política americana, no entanto, é contra o roubo de propriedade intelectual. Bessent defendeu que as empresas chinesas sejam submetidas aos mesmos padrões aplicados às americanas. Ele também afirmou que não é permitido usar produtos falsificados.
As declarações ocorrem em meio a preparativos para um diálogo sobre IA entre Estados Unidos e China, previsto para setembro. O encontro é resultado de um entendimento entre os presidentes Donald Trump e Xi Jinping, conforme a agência Reuters.
Declarações sobre a economia dos EUA
Bessent avaliou que a economia americana permanece sólida. Ele citou “preços básicos estáveis”. O secretário afirmou que um crescimento de 3% no segundo semestre de 2026 é possível. Sobre a atuação do governo em empresas, ele disse que participações acionárias buscam criar sinais de mercado.
Política comercial e tarifas ao Canadá
Na política comercial, Bessent defendeu as tarifas impostas ao Canadá. Ele as classificou como uma medida de reciprocidade. Segundo Bessent, o Canadá mantém práticas discriminatórias contra produtos americanos. Isso ocorre nos setores de laticínios, bebidas alcoólicas e outras bebidas.
Situação com o Irã
Em relação ao Irã, o secretário afirmou que a China reduziu em cerca de 40% as compras de petróleo iraniano. Ele também informou que o Tesouro rastreia propriedades ligadas aos aiatolás. O Tesouro congelou uma carteira de criptomoedas de US$ 130 milhões. A carteira estava vinculada à Guarda Revolucionária Islâmica do Irã (IRGC).



