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Gecex renova tarifa-cota para aço e descarta aumento de 35%

O Comitê Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex) renovou o sistema de tarifa-cota para importações de aço. A decisão, reportada em 29 de maio de 2026, incluiu o descarte de uma proposta de elevação das tarifas e a redução dos volumes permitidos para algumas linhas de produtos.

O colegiado manteve as tarifas de 10,8% e 12% para o aço importado dentro das cotas estabelecidas. Para as importações que excedem esses volumes, a tarifa permanece em 25%. A proposta de elevar as tarifas de 21 Nomenclaturas Comuns do Mercosul (NCMs) para 35% foi descartada.

A decisão ocorre após anos de alta nas importações, o que impactou as margens das siderúrgicas brasileiras e seu poder de precificação. Desde 2024, o governo aumentou as barreiras comerciais. Esse aumento se deu pela ampliação do sistema de cotas e pela implementação de medidas antidumping contra produtos chineses.

Avaliação do Setor

O Bradesco BBI avalia que a revisão do sistema resulta em um modelo menos agressivo do que a tarifa linear de 35% discutida anteriormente. O banco projeta uma queda das importações de aço no Brasil nos próximos meses. Essa projeção é atribuída ao aumento das barreiras comerciais e aos efeitos indiretos do conflito no Oriente Médio.

O Goldman Sachs informa que os preços do aço no Brasil seguem em alta, impulsionados pelo aumento de custos. As medidas antidumping e as barreiras comerciais reduziram a concorrência de importados asiáticos. O banco ressalta a demanda fraca e as incertezas macroeconômicas. Mesmo assim, estima um potencial adicional de alta de preços entre 5% e 10%.

Para cada aumento de 1% nos preços realizados, o Goldman Sachs estima que o Lucro Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização (EBITDA) da CSN (CSNA3), Gerdau (GGBR4) e Usiminas (USIM5) pode elevar-se entre 2% e 8%.

O banco elevou a recomendação da Usiminas para compra, devido à maior exposição ao mercado brasileiro de aço e ao valuation da empresa. A recomendação de compra para a Gerdau foi mantida. Em relação à CSN, o Goldman Sachs pondera que os ganhos com aço não eliminam as pressões sobre o balanço e a liquidez da empresa.

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