O porta-voz Mao Ning, do governo da China, declarou nesta sexta-feira (29) que o país defende a não interferência em assuntos internos de outras nações, após os Estados Unidos classificarem as organizações criminosas PCC e Comando Vermelho como terroristas.
Classificação dos EUA
Na quinta-feira (28), o Departamento de Estado dos Estados Unidos classificou o PCC e o Comando Vermelho como Terroristas Globais Especialmente Designados. A inclusão das facções na lista de Organizações Terroristas Estrangeiras está prevista para ocorrer a partir de 5 de junho.
Ação do governo brasileiro
O governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tentou prevenir as designações. A ação do governo brasileiro ocorreu devido à preocupação de uma possível ação militar dos EUA em território nacional, mencionando como precedente o ocorrido na Venezuela com a captura do ex-presidente Nicolás Maduro.
Na mesma semana da decisão, o senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) viajou aos EUA. Ele se reuniu com o presidente americano e solicitou a inclusão das facções na lista internacional de terroristas dos EUA.


