As ações da Vale (VALE3) registraram alta de 17,5% em 2026 na B3, com ganhos de 48% nos últimos seis meses. A companhia divulgará seu Relatório de Produção e Vendas para o 4T25 na próxima terça-feira (27), após o fechamento do mercado.
A Genial Investimentos projeta queda sequencial na produção de minério de ferro, estimando 89,3 milhões de toneladas (Mt), uma queda trimestral (t/t) de 5,4%, mas alta anual (a/a) de 4,8%. O Ebitda proforma deve atingir US$ 4,6 bilhões (+5,4% t/t; +12,5% a/a). Os preços realizados devem chegar a US$ 95,7/tonelada (t) (+1,4% t/t; +2,9% a/a).
Pelotas
Em relação ao negócio de pelotas, a estimativa é de produção de 8,0 Mt (-0,3% t/t; -13,1% a/a) e embarques de 8,7 Mt (-0,3% t/t; -13,1% a/a). Os preços realizados das pelotas devem ficar em US$ 133,3/t (+1,9% t/t; -6,8% a/a).
A Genial Investimentos rebaixou a recomendação da Vale para “manter”. A combinação de uma visão mais cética sobre preços de minério, a compressão do desconto de valuation e o preço da ação próximo ao valor intrínseco levaram à decisão. A revisão dos ADRs foi de US$ 15 para US$ 17 e das ações VALE3 de R$ 80 para R$ 90.
A compilação LSEG indica que 9 analistas recomendam compra e 6 recomendam manter. O Bank of America manteve a compra, com preço-alvo de US$ 17 para os ADRs e de R$ 89 para VALE3. A produção de minério de ferro da Vale, segundo o banco, deve ficar entre 335 e 345 milhões de toneladas por ano em 2026 e atingir 360 milhões de toneladas por ano em 2030. A produção de cobre deve dobrar até 2035, chegando a 700 mil toneladas.