A União Europeia aprovou, por ampla maioria, o acordo de livre comércio com o Mercosul. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, confirmou a decisão e informou que o acordo prevê um mercado de quase US$ 22 trilhões, com potencial de aumentar as exportações brasileiras para a UE em cerca de US$ 7 bilhões.
Reações à aprovação do acordo
Ursula von der Leyen afirmou que a decisão do Conselho é histórica e que a Europa está enviando um sinal forte de comprometimento com o crescimento, empregos e interesses de consumidores e empresas europeias. A presidente da Comissão Europeia poderá viajar para o Paraguai na próxima semana para ratificar o acordo. O Paraguai assumiu a presidência rotativa do bloco em dezembro de 2025.
Próximos passos e condições
Para entrar em vigor, o acordo ainda precisará ser aprovado no Parlamento Europeu. A presidente da Comissão destacou a importância do acordo em um momento em que o comércio e as dependências econômicas são utilizados como armas. Ela mencionou a forte liderança e cooperação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a presidência do Mercosul pelo Brasil, entre julho e dezembro de 2025.
Posições contrárias e impactos no Brasil
O ministro da Agricultura e Desenvolvimento Rural da Polônia, Stefan Krajewski, informou que, além de seu país, Áustria, França, Hungria e Irlanda votaram contra o acordo. Para ser aprovada, a proposta precisava do apoio de ao menos 15 dos 27 Estados-membros, representando ao menos 65% da população total do bloco.
No Brasil, a decisão foi comemorada por lideranças políticas e empresariais. A ApexBrasil afirmou que o acordo estabelece um mercado de quase US$ 22 trilhões, com potencial de incrementar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões. O presidente da agência, Jorge Viana, destacou que o acordo trará benefícios para a indústria de processamento e prevê redução de tarifas para máquinas, equipamentos de transporte e diversos produtos.
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