BRUXELAS, 9 Jan (Reuters) – Os países da União Europeia (UE) devem aprovar nesta sexta-feira a assinatura de um acordo de livre comércio com o Mercosul, após mais de duas décadas de negociações. O acordo, considerado o maior da história do bloco, visa reduzir tarifas e impulsionar o comércio entre as partes.
Contexto da Aprovação
A Comissão Europeia, que concluiu as negociações há um ano, e países como Alemanha e Espanha defendem o acordo como crucial para abrir novos mercados, compensar perdas comerciais e diminuir a dependência da China, além de garantir acesso a minerais essenciais. A aprovação requer o apoio de 15 dos 27 estados-membros, representando 65% da população total da UE.
Posições Divergentes
Opositores, liderados pela França, temem o aumento das importações de produtos agrícolas baratos, prejudicando agricultores. Protestos foram registrados na França. A ministra da Agricultura francesa, Annie Genevard, declarou que a batalha ainda não terminou e prometeu lutar pela rejeição no Parlamento da UE.
Impactos e Próximos Passos
O acordo prevê a eliminação de 4 bilhões de euros em impostos sobre as exportações da UE. O comércio de mercadorias entre os blocos, que em 2024 somou 111 bilhões de euros, deve se expandir. Após a aprovação, a presidente da Comissão, Ursula von der Leyen, poderá assinar o acordo com Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai. O Parlamento Europeu também precisará aprovar o acordo antes que ele entre em vigor.
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