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Prata atinge US$ 100 por onça e ouro tem melhor semana desde 2008

A prata atingiu US$ 100 por onça pela primeira vez, e o ouro teve sua melhor semana desde 2008. Os preços dos metais preciosos foram impulsionados por fatores como tensões geopolíticas e políticas comerciais.

Na sexta-feira, 23 de janeiro de 2026, o preço à vista da prata subiu 5,15%, chegando a US$ 101,33 por onça-troy. Em 2026, a alta acumulada é de quase 40%, após ter mais do que dobrado no ano anterior. Na semana, o avanço foi de 14,45%.

O ouro para fevereiro encerrou em alta de 1,35%, a US$ 4.979,70 por onça-troy, com ganho semanal de cerca de 8%, o melhor desempenho desde 2008.

Contexto de mercado

A demanda por metais preciosos intensificou-se no primeiro ano do segundo mandato do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Preocupações com políticas comerciais, conflitos geopolíticos e questionamentos sobre a independência do Federal Reserve influenciaram o mercado.

A valorização da prata nesta semana foi impulsionada por tensões nas relações de Washington com aliados europeus e pela falta de avanços nas negociações para encerrar a guerra na Ucrânia. Declarações de Trump sobre a escolha do próximo presidente do Fed também reacenderam preocupações sobre a autonomia do banco central.

O mercado global de prata enfrenta déficit de oferta há cinco anos. A prata tem sido vista como alternativa mais acessível ao ouro na China, enquanto nos Estados Unidos o volume de compras sobrecarregou distribuidores.

Em janeiro, o Citi elevou sua projeção de curto prazo para a prata a US$ 100 por onça e indicou que o ouro poderia alcançar US$ 5.000.

Os Estados Unidos decidiram adiar a imposição de tarifas sobre minerais críticos. Trump afirmou que pretende negociar acordos bilaterais para garantir o fornecimento desses materiais, sem descartar a adoção de tarifas no futuro.

A prata, além de ativo financeiro, é um condutor eficiente de eletricidade, com destaque para o setor solar. Dados da Shanghai Metals Market indicam que a demanda do setor solar pode cair cerca de 17% neste ano, diante da substituição de materiais e da expectativa de desaceleração nas novas instalações.

O dólar americano registrou sua pior semana desde maio, pressionado por temores relacionados à condução da política externa e econômica dos EUA.

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