Diante da perspectiva de uma eleição polarizada entre petistas e bolsonaristas, partidos de centro e centro-direita debatem a possibilidade de se manterem neutros em nível nacional, permitindo que diretórios estaduais sigam caminhos próprios. A estratégia visa acomodar divergências internas e ampliar a capacidade de negociação em diferentes regiões.
MDB e Progressistas avaliam a neutralidade
O presidente do MDB, Baleia Rossi, admitiu a tendência de neutralidade do partido em uma eventual eleição polarizada. A decisão reflete diferenças regionais, com maior alinhamento ao governo Lula no Nordeste e resistência no Sul e Sudeste. O presidente do Progressistas (PP), Ciro Nogueira, afirmou que a posição do partido dependerá da campanha de Flávio Bolsonaro, indicando que a neutralidade é uma possibilidade.
Lideranças do PP temem que Flávio reforce a polarização, o que poderia levar o partido a liberar seus diretórios estaduais. Essa medida abriria espaço para alianças regionais, beneficiando figuras como o presidente da legenda e o ministro dos Esportes, André Fufuca.
União Brasil e Republicanos em compasso de espera
O deputado federal Elmar Nascimento, do União Brasil, avalia que a federação deve dar autonomia aos diretórios estaduais. No final do ano passado, o partido expulsou o então ministro do Turismo, Celso Sabino, após ele descumprir decisões partidárias, mas o cenário mudou com a demissão de Sabino do governo, consolidando a divisão interna.
O Republicanos, por sua vez, ainda não definiu sua posição. Apesar da boa relação do presidente do partido, Marcos Pereira, com o governo Lula, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), já declarou apoio a Flávio Bolsonaro. O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), aguarda por “gestos” do governo antes de definir sua posição.
A neutralidade, ou a falta dela, dos partidos pode ter impacto nas alianças regionais e na composição do governo.
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