A Polícia Federal (PF) quebrou os sigilos bancário e fiscal de 101 pessoas e entidades envolvidas no caso do Banco Master, em investigação autorizada pelo ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão, com dados das movimentações de 20 a 21 de outubro de 2025, teve o sigilo retirado em 16 de janeiro de 2026.
A solicitação da quebra de sigilos foi feita pela PF, com aval da Procuradoria-Geral da República (PGR). As investigações apontam para crimes como gestão fraudulenta de instituição financeira, induzimento de investidores em erro, uso de informação privilegiada, manipulação de mercado e lavagem de capitais.
Decisão do STF
O ministro Dias Toffoli justificou a medida afirmando haver elementos que indicam “aproveitamento sistemático de vulnerabilidades do mercado de capitais e do sistema de regulação e fiscalização, notadamente mediante o uso de fundos de investimento e intrincada rede de entidades”. Toffoli também determinou o sequestro e bloqueio de bens de 38 envolvidos, com valores que podem chegar a R$ 5,77 bilhões. Entre os alvos estão o dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, e seu cunhado, o pastor e empresário Fabiano Zettel.
As medidas fazem parte da segunda fase da Operação Compliance Zero. Zettel, proprietário dos fundos de investimento da Reag Investimentos, comprou parte da participação dos irmãos de Toffoli no resort Tayayá, no Paraná. Documentos revelaram que Zettel foi o único cotista do fundo Leal entre 2021 e 2025, utilizando esse e outro fundo para aportar R$ 20 milhões no empreendimento, onde os familiares de Toffoli eram os principais acionistas.
Procurados, o ministro Dias Toffoli, seus irmãos e a administração do resort não se manifestaram. Zettel confirmou sua participação no fundo e disse ter deixado o investimento em 2022. A defesa de Vorcaro afirmou desconhecer os negócios dos fundos.
As investigações seguem em andamento para apurar os fatos.
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