Executivos do setor petrolífero dos Estados Unidos se reunirão na Casa Branca na sexta-feira para discutir possíveis planos de investimento na Venezuela, após a remoção de Nicolás Maduro do poder. Investidores, no entanto, expressam cautela em relação à estabilidade política e aos riscos de nacionalização de ativos.
Reunião na Casa Branca e expectativas
O secretário de Energia, Chris Wright, afirmou em uma conferência da Goldman Sachs em Miami que as empresas petrolíferas dos EUA estavam preparadas para investir bilhões de dólares na reconstrução da economia petrolífera venezuelana. A reunião na Casa Branca contará com a presença do presidente Donald Trump, Wright, o secretário de Estado Marco Rubio, o secretário do Interior Doug Burgum e representantes de 17 grandes empresas, incluindo ConocoPhillips, Exxon, Chevron, Repsol (Espanha), Vitol e Trafigura.
Cautela dos investidores
Investidores expressam ceticismo em relação ao custo de investir na Venezuela, que possui as maiores reservas de petróleo do mundo. David Byrns, gerente de portfólio da American Century Investments, que é acionista da Chevron e Exxon Mobil, afirmou que os investidores buscarão estabilidade duradoura e boas condições fiscais para se protegerem contra o risco de nacionalização de ativos.
Posicionamento das empresas
Participantes de reuniões privadas da Chevron e ConocoPhillips em Miami relataram que os executivos das empresas ofereceram poucas informações sobre a Venezuela, mas indicaram que não tomarão decisões precipitadas. A Chevron já opera no país, enquanto a Exxon e a Conoco deixaram a Venezuela há quase 20 anos, após a nacionalização de seus ativos.
Declarações da Casa Branca
A porta-voz da Casa Branca, Taylor Rogers, declarou que os novos investimentos na infraestrutura petrolífera da Venezuela beneficiarão o povo norte-americano, as empresas de energia e o povo venezuelano.
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