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Moraes vota para manter Bolsonaro preso e nega prisão domiciliar

(Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil)

O ministro Alexandre de Moraes votou, nesta quinta-feira, pela manutenção da prisão do ex-presidente Jair Bolsonaro na Papudinha e pela negação do pedido de prisão domiciliar. A decisão foi tomada em sessão virtual da Primeira Turma, com encerramento previsto para a noite desta quinta-feira.

A prisão domiciliar já havia sido negada por Moraes em decisão anterior. O ministro levou o caso para análise do colegiado.

No despacho, Moraes mencionou a adequação da Papudinha, onde Bolsonaro está custodiado, às necessidades médicas do ex-presidente. O ministro citou a quantidade de visitas de deputados, senadores, governadores e figuras públicas como evidência da atividade política de Bolsonaro, mesmo preso. Segundo Moraes, essa rotina corrobora atestados da saúde física e mental do ex-presidente.

O ministro do STF salientou que o ex-presidente teve 144 atendimentos médicos, uma média de três consultas diárias, no período em que está preso na Papudinha. No mesmo período, o ex-chefe do Executivo recebeu 36 visitas de terceiros, fez 33 sessões de caminhada e recebeu seus advogados por 29 vezes.

Moraes afirmou que a custódia de Bolsonaro ocorre com respeito à sua saúde e dignidade, com atendimento médico contínuo, sessões de fisioterapia e atividades físicas, além de assistência religiosa e visitas da família e advogados.

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