O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, afirmou ter “feito o que tinha que fazer” em São Paulo, na noite de quinta-feira, 15 de janeiro, após determinar a transferência do ex-presidente Jair Bolsonaro para a Papuda.
A declaração ocorreu durante a cerimônia de colação de grau da 194.ª turma da Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), onde Moraes foi paraninfo. Sem citar Bolsonaro diretamente, a fala foi interpretada como uma alusão à decisão que levou à mudança de local de detenção do ex-presidente. A plateia reagiu com aplausos.
Transferência para Papudinha
A decisão de Moraes, tomada na quinta-feira, determinou que Bolsonaro fosse transferido da sala de Estado-Maior na Superintendência da Polícia Federal em Brasília para o 19.º Batalhão da Polícia Militar do Distrito Federal, conhecido como Papudinha. Moraes justificou que a transferência seria em condições “ainda mais favoráveis”, em uma sala exclusiva e com isolamento total dos demais detentos, embora o espaço tenha capacidade para mais presos, Bolsonaro será o único.
Bolsonaro e sua família haviam reclamado das condições na sede da Polícia Federal, incluindo o barulho do ar-condicionado e a alimentação. Em sua decisão, Moraes observou que as condições relatadas “não existem para os demais 384.586 presos em regime fechado no Brasil”.
O ministro também determinou que Bolsonaro não poderá ter acesso ao YouTube na prisão, pois considerou que equipamentos com acesso à internet poderiam permitir a “prática de ilícitos”.
A transferência de Bolsonaro para a Papudinha marca o mais recente desenvolvimento no caso.
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