O Ministério do Trabalho interditou três pilhas de estéril e rejeito na mina da Sigma Lithium, em Minas Gerais, alegando risco grave e iminente aos trabalhadores e à comunidade local. A decisão, comunicada em documentos vistos pela Reuters, representa mais um obstáculo para a mineradora, que busca retomar a produção em sua mina, inativa desde outubro.
As autoridades trabalhistas determinaram o fechamento das pilhas em 5 de dezembro e rejeitaram o recurso da empresa para suspender a ordem na terça-feira. A Sigma Lithium, que já foi a maior produtora de lítio do Brasil, com capacidade para 270 mil toneladas anuais, enfrentou dificuldades desde 2023 devido à queda dos preços do lítio e desafios na expansão da operação.
Impactos da Interdição
A Sigma Lithium afirmou que a interdição das pilhas causaria “impactos operacionais e econômicos significativos, além de comprometer a continuidade da atividade minerária regularmente licenciada”. Um auditor-fiscal do trabalho relatou em 12 de novembro uma “ruptura parcial” em uma das pilhas, perto de uma escola na cidade de Poço Dantas, indicando problemas estruturais. A empresa terá que apresentar documentos comprovando a correção dos problemas para reverter a interdição.
A companhia, que previa retomar a produção em poucas semanas, viu suas ações despencarem após o rebaixamento das estimativas do Bank of America, devido à incerteza sobre a retomada da produção. A empresa também enfrenta conflitos com o ex-co-presidente-executivo Calvyn Gardner, que processa a empresa por direitos de mineração e expressou preocupações sobre a segurança na mina.
A Sigma Lithium precisa apresentar documentos comprovando a correção dos problemas identificados para reverter a interdição das pilhas e retomar a produção.
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