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Juros futuros caem após dados de serviços no Brasil e inflação nos EUA

As taxas dos contratos de Depósitos Interfinanceiros (DIs) de curto prazo fecharam em queda na terça-feira, 13 de janeiro de 2026, influenciadas por dados do setor de serviços no Brasil e números de inflação nos Estados Unidos.

Queda nos Juros Futuros

No fim da tarde, a taxa do DI para janeiro de 2027 estava em 13,695%, uma baixa de 5 pontos-base em comparação com o ajuste de 13,741% da sessão anterior. A taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 12,96%, com queda de 6 pontos-base em relação ao ajuste de 13,022%.

Entre os contratos de longo prazo, as taxas apresentaram variações levemente positivas. O DI para janeiro de 2035 marcava 13,515%, ante 13,482% da véspera.

Desempenho do Setor de Serviços no Brasil

O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o volume de serviços no Brasil teve queda de 0,1% em novembro ante outubro. Economistas consultados pela Reuters projetavam uma expansão de 0,2%. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, a alta foi de 2,5%, abaixo da projeção de 3,0%.

Na esteira da divulgação do IBGE, as taxas dos DIs cederam, especialmente nos vencimentos mais curtos, movimento também influenciado pelo cenário externo.

Inflação nos Estados Unidos

O índice de preços ao consumidor (CPI) dos EUA subiu 0,3% em dezembro, em linha com a projeção mediana dos economistas consultados pela Reuters. Nos 12 meses até dezembro, o índice avançou 2,7%, igualando a leitura de novembro.

O núcleo do CPI, que exclui os preços mais voláteis de alimentos e energia, subiu 0,2% em dezembro, levemente abaixo dos 0,3% projetados pelo mercado.

Em reação, as taxas dos Treasuries cederam, indicando a manutenção da expectativa de corte de juros pelo Federal Reserve em 2026.

Às 11h05, após a divulgação dos dados de serviços no Brasil e do CPI nos EUA, a taxa do DI para janeiro de 2028 atingiu a mínima de 12,945% (-8 pontos-base).

Declarações do Ministro da Fazenda

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que o governo central fechou 2025 com um déficit primário estimado em 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), cumprindo a meta de déficit zero para o ano, que tem 0,25% do PIB de margem de tolerância. Os dados oficiais do resultado fiscal de 2025 serão apresentados pelo Tesouro e pelo Banco Central apenas no final de janeiro.

Segundo o ministro, se considerados gastos com precatórios e com indenizações de aposentados, o déficit deve ficar em 0,48% do PIB.

Mercado Externo

Às 16h37, o rendimento do Treasury de dois anos, que reflete apostas para os rumos das taxas de juros de curto prazo, tinha queda de 2 pontos-base, a 3,522%. O retorno do título de dez anos, referência global para decisões de investimento, caía 2 pontos-base, a 4,167%.

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