O Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) encerrou 2025 em 4,26%, conforme dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (9). Em dezembro, a inflação acelerou para 0,33%, após registrar 0,18% em novembro.
Inflação anual fica abaixo do teto da meta
Com o resultado, a inflação de 2025 ficou abaixo do teto da meta estabelecida pelo Banco Central. O centro da meta oficial para o IPCA é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos. A inflação de 2025 foi a menor desde 2018 (3,75%).
Comparativo com expectativas do mercado
Pesquisa da Reuters indicava expectativa de alta de 0,35% em dezembro, projetando alta de 4,30% no acumulado em 12 meses. Fernando Gonçalves, gerente da pesquisa, destacou que este foi o quinto menor resultado da série histórica desde o Plano Real, nos últimos 31 anos.
Grupos com maior impacto na inflação de 2025
O grupo Habitação foi o que mais influenciou a inflação de 2025, com alta de 6,79%, após registrar 3,06% em 2024. Educação (6,22%), Despesas pessoais (5,87%) e Saúde e cuidados pessoais (5,59%) também apresentaram variações significativas. Juntos, esses quatro grupos responderam por 64% do resultado anual.
Subitens com maiores impactos individuais
A energia elétrica residencial exerceu o maior impacto individual sobre a inflação de 2025, com alta de 12,31%. Cursos regulares, plano de saúde, aluguel residencial e lanche também contribuíram para a inflação. Arroz e leite longa-vida registraram as maiores quedas de preços.
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