O governo dos Estados Unidos está ativamente envolvido na promoção de uma mudança de regime em Cuba até o fim de 2026, segundo o Wall Street Journal, publicado em 21 de janeiro de 2026.
A estratégia ganhou força após a derrubada do presidente venezuelano Nicolás Maduro.
De acordo com o jornal, a administração do presidente Donald Trump passou a buscar interlocutores dentro do governo cubano para negociar o fim do regime comunista, que está no poder há quase sete décadas.
Avaliações internas do governo americano indicam que a economia cubana está próxima do colapso, especialmente após a queda de Maduro, considerado um dos principais sustentáculos externos de Havana. Autoridades americanas veem a operação que levou à captura de Maduro como um “roteiro” possível para Cuba.
Em 11 de janeiro, Trump sugeriu um acordo por parte de Havana e afirmou que não haveria mais envio de “óleo ou dinheiro” para o país. Em encontros com exilados cubanos e organizações cívicas, autoridades dos EUA tentam identificar alguém dentro do governo disposto a negociar, conforme um funcionário citado pelo jornal.
A reportagem menciona que a operação de 3 de janeiro em Caracas resultou na morte de 32 soldados e agentes de inteligência cubanos que faziam parte da segurança de Maduro. Washington não fez ameaças públicas de uso de força militar contra Cuba.
Relatórios de inteligência dos EUA descrevem um cenário econômico crítico na ilha, com escassez de alimentos e medicamentos, além de apagões. Cuba depende do petróleo subsidiado da Venezuela desde o fim dos anos 1990. A intenção é restringir esse fornecimento.
Outra frente de pressão envolve as missões médicas cubanas no exterior. O governo Trump tem imposto restrições de visto a autoridades cubanas e estrangeiras acusadas de facilitar o programa.
Para Trump e aliados, a queda do regime cubano seria o teste da estratégia de segurança nacional para remodelar o hemisfério, afirma o jornal. O Departamento de Estado afirmou que é do interesse da segurança nacional americana que Cuba seja governada por um regime democrático.
Em Havana, o governo rejeita qualquer possibilidade de negociação sob pressão. O presidente Miguel Díaz-Canel afirmou que não haverá “rendição ou capitulação”.