Search

Governo mantém prioridade do PL Antifacção na Câmara, apesar de tentativas de mudança

O governo decidiu manter como prioridade na Câmara dos Deputados a votação do projeto de lei conhecido como Antifacção.

A decisão foi confirmada por interlocutores da Secretaria de Relações Institucionais (SRI). A retirada da urgência constitucional do projeto, enviado ao Congresso em novembro, não está em discussão.

O projeto passou a trancar a pauta da Câmara nesta quinta-feira, impedindo a votação da maioria das propostas legislativas até que o tema seja analisado em plenário. Medidas provisórias e propostas de emenda à Constituição podem avançar enquanto o impasse persiste.

Contexto da decisão

A manutenção do travamento da pauta é deliberada, segundo auxiliares envolvidos na articulação política. A avaliação é que liberar a pauta neste momento permitiria à Câmara votar o projeto em uma versão distinta da negociada pelo Executivo no Senado.

A prioridade é aprovar o texto preservando a redação construída pelos senadores, segundo integrantes da base governista.

Possíveis mudanças no projeto

Líderes partidários indicaram ao governo que há ambiente na Câmara para votar o projeto mesmo sem acordo sobre o conteúdo final. Deputados da bancada da segurança pública defendem a retomada de dispositivos do parecer elaborado pelo deputado Guilherme Derrite (PP-SP).

O presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), confirmou que Derrite será reconduzido à função. Aliados do parlamentar defendem rever alterações promovidas pelos senadores, especialmente na governança do fundo financiado pela Cide-Bets e na distribuição de competências entre União e estados no combate ao crime organizado.

Para integrantes do Executivo, essas mudanças descaracterizariam o equilíbrio construído no Senado após meses de negociação.

A Câmara deve ter pauta limitada nas próximas semanas com duas medidas provisórias próximas do vencimento: a que viabiliza uma linha de crédito rural e a que transforma a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) em agência reguladora, com prazos em 24 e 25 deste mês, respectivamente. A PEC da Segurança deve avançar em comissão especial.

O presidente da Câmara indicou não ter pressa para levar o tema ao plenário diante da ausência de acordo político.

A bancada do PT afirma haver disposição para votar o projeto.

O líder do partido na Câmara, Pedro Uczai (SC), disse que a sigla trabalhará para avançar na deliberação.

A definição sobre o texto deve ficar para o início de março, após o avanço da PEC da Segurança, quando governo e Câmara tentarão construir um acordo mínimo para votação.

Esses posts também podem te interessar:

Confira também o EmpreendaSC Talk:

Relacionado

BRDE ultrapassa os R$650 milhões em crédito para micros e pequenas empresas em Santa Catarina

Destaques

Irã mantém comércio e diversifica economia apesar de sanções internacionais

Destaques

Pesquisadores propõem estrutura para proteger finanças em operações com IA

Notícias

Estudo aponta sobrecarga de tarefas em funcionários engajados

Notícias

Aberje divulga lista de “20 Comunicadores Para Seguir” em 2026

Notícias