Linhas já alcançam 7,6 mil operações em diversos municípios catarinenses e banco poderá atingir a marca de R$1 bilhão em crédito ainda em 2026 no Estado
Desde o início das operações das linhas do Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte (Pronampe), em 2023, o Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) somou R$ 656 milhões em crédito no estado,distribuídos em 7.691 contratos. Atualmente, o programa possui diversas linhas de atuação, que visam apoiar diferentes perfis de empreendedores em todas as regiões catarinenses. Diante do cenário, a expectativa é de que o banco possa atingir a marca de R$1bilhão em crédito no Estado ainda este ano.
O maior volume foi registrado nas linhas Pronampe Sustentável, Inova e Exportação, com R$ 338,34 milhões, distribuídos em 2.202 operações, em 232 municípios. O Pronampe Emergencial totalizou R$ 141,75 milhões, em 1.096 contratos.
O recentePronampe Leite, instituído pelo Governo do Estado no início de março, movimentou R$ 89,65 milhões em 3.177 operações, voltadas principalmente a pequenos produtores. O banco também atua em situações específicas, como o Pronampe Desastres Naturais, que somouR$ 72,97 milhões a se considerar empresas e produtores rurais.
“O volume de operações mostra a importância do crédito estruturado para a manutenção e o crescimento dos pequenos negócios, pois são empresas que precisam de capital para investir, superar momentos de instabilidade e manter suas atividades”,destaca o diretor vice-presidente do BRDE, Mauro Mariani.
O acesso ao crédito é um dos principais desafios enfrentados por micro e pequenas empresas no Brasil. Segundo dados de entidades de apoio ao empreendedorismo e do Governo de Santa Catarina, esse segmento é responsável por cerca de 70% dasvagas de trabalho criadas no Estado em 2025, mas ainda encontra barreiras para financiar expansão, inovação e capital de giro. Nesse cenário, programas como o Pronampe têm papel relevante ao oferecer condições mais acessíveis, com prazos e custos adequadosà realidade desses negócios.
“Quando o crédito chega na ponta, ele permite que o empreendedor invista, mantenha empregos e amplie sua atuação. Isso tem efeito direto na economia local, especialmente em municípios menores, onde as micro e pequenas empresas são a baseda atividade econômica”, finaliza Mariani.