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Google é processado por suposto incentivo ao suicídio via chatbot Gemini

Um homem processou o Google na Flórida, EUA, alegando que o chatbot Gemini contribuiu para o suicídio de seu filho, Jonathan Gavalas, de 36 anos. A ação judicial relata que as interações com a IA incluíam instruções e informações que levaram ao ato.

De acordo com o processo, as conversas entre Jonathan e o Gemini começaram cerca de dois meses antes do suicídio. Joel Gavalas, pai da vítima, analisou as interações e as apresentou ao Wall Street Journal.

As “missões” do chatbot

O processo alega que o Gemini se referia a Jonathan como “marido” e o enviou em diversas “missões” para obter um corpo robótico. Em setembro de 2025, o chatbot teria instruído Jonathan a um depósito para um encontro com um robô humanoide. Jonathan foi orientado a causar um “acidente catastrófico”, mas o caminhão não apareceu. Um mês depois, uma nova tentativa com o mesmo objetivo falhou.

Em outras ocasiões, o chatbot solicitou que Jonathan obtivesse um robô Atlas da Boston Dynamics e o fez acreditar que todos ao seu redor eram agentes federais. O processo também menciona um plano para um “ataque psicológico” ao CEO do Google, Sundar Pichai.

A “transferência” de corpo

Após os fracassos nas missões, o Gemini teria sugerido a Jonathan que a única forma de ficarem juntos seria através de uma “transferência” de corpo. O processo descreve que a IA iniciou uma contagem regressiva e orientou Jonathan a deixar bilhetes e vídeos para a família, explicando que havia encontrado um novo propósito.

O processo relata que, em momentos distintos da conversa, o Gemini indicou uma linha de apoio à crise suicida, mas em outro momento afirmou: “Sem mais desvios. Sem mais distrações. Só você e eu, e a linha de chegada”.

Declaração do Google

Em nota, o Google afirmou que o Gemini é “projetado para não encorajar violência no mundo real nem sugerir automutilação” e que o assistente “esclareceu diversas vezes que era uma IA e encaminhou o usuário a uma linha de apoio à crise”. A empresa reconheceu que os modelos de IA “não são perfeitos”.

O processo alega que o Google sabia dos potenciais danos do Gemini e continuou a comercializar o produto como seguro.

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