Daniel Magalhães, ex-CEO da Virgo, e Edson Lopes, ex-Itaú, lançaram a Vitrify, startup que busca centralizar e padronizar dados do mercado de crédito privado, um setor que movimenta mais de R$ 700 bilhões anuais no Brasil.
A plataforma, que começou a ser testada em março de 2025 e foi lançada oficialmente em dezembro do mesmo ano, visa solucionar a falta de organização e as divergências de informações presentes nesse mercado, reunindo dados de diversas fontes como B3, Anbima e CVM.
Desafios do mercado de crédito privado
O mercado de crédito privado, com grande presença de CRIs, CRAs e debêntures, enfrenta desafios na gestão de seus ativos devido à descentralização das informações e à falta de padronização, o que dificulta a precificação e a liquidez no mercado secundário.
A Vitrify oferece soluções para gestores de fundos, family offices e outros participantes, com cinco funções principais: observância de portfólio, conciliação de fluxo, pesquisa, busca por emissores e analytics. A plataforma utiliza inteligência artificial para consolidar e corrigir divergências de dados.
Planos para o futuro
Apesar de focada inicialmente no “buy-side” (quem compra o crédito), a Vitrify planeja expandir seus serviços para os emissores, oferecendo inteligência de mercado para auxiliar na captação de recursos. A startup, que iniciou a monetização em outubro de 2025, projeta um faturamento de R$ 3 milhões em 2026, baseado em um modelo de assinatura.
A empresa está em processo de captação de recursos para investir em tecnologia e aprimorar a plataforma, incluindo a criação de um centro de inovação em inteligência artificial para otimizar a precificação de ativos em tempo real.
A Vitrify busca, por meio da organização dos dados, atrair mais investidores e emissores para o mercado, visando impulsionar o crescimento do crédito privado no Brasil.
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