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EUA alertam Delcy Rodríguez sobre risco e condicionam apoio à Venezuela

O secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, informou ao Senado, nesta quarta-feira (28), sobre a situação política na Venezuela. Segundo trechos de seu depoimento divulgados pelo Departamento de Estado, Delcy Rodríguez está ciente sobre o risco de enfrentar o mesmo desfecho político de Nicolás Maduro.

Rubio compareceu a uma comissão do Senado para explicar detalhes da ação das Forças Armadas dos EUA, realizada em 3 de janeiro. A operação resultou na prisão de Maduro e de sua esposa, Cilia Flores, que foram levados a Nova York. Lá, ambos respondem a acusações de narcotráfico, negadas pela defesa.

No depoimento, o secretário afirmou que os Estados Unidos “prenderam dois narcotraficantes”. Ele sustenta que a operação não caracteriza uma guerra contra a Venezuela, destacando que não houve mortes de norte-americanos nem ocupação militar prolongada.

Relação EUA e Venezuela

O discurso também antecipa os próximos movimentos do governo Donald Trump em relação ao país latino-americano. Desde a queda de Maduro, Washington e Caracas passaram a explorar uma reaproximação, com negociações voltadas à retomada e à expansão da indústria petrolífera venezuelana.

Segundo Rubio, a permanência de Delcy no poder dependerá do grau de alinhamento com os interesses estratégicos dos EUA. O secretário acrescentou que o governo norte-americano está disposto a recorrer à força caso outros instrumentos de pressão não funcionem.

No plano interno, Delcy tem alternado discursos. Ela mantém uma retórica de enfrentamento a Washington para sua base doméstica. No fim de semana, declarou que não aceitará mais “ordens dos EUA” sobre a política venezuelana.

Em paralelo, Delcy tem sinalizado disposição ao diálogo com Trump em fóruns internacionais, em um movimento que busca preservar governabilidade e aliviar sanções.

Relatórios de inteligência dos EUA levantaram dúvidas sobre a capacidade de cooperação efetiva da líder interina.

O secretário aceitou depor após semanas de pressão, diante de acusações de que a Casa Branca teria extrapolado sua autoridade ao autorizar a operação militar sem aval prévio do Legislativo.

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