Após valorização de 111% em 2025, a Eneva (ENEV3) é vista com otimismo por analistas de mercado para 2026, principalmente devido ao Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP) de energia, previsto para março, e a expectativa de um cenário de clima favorável às termelétricas.
O Itaú BBA elevou as projeções para 2026, mantendo a recomendação de compra para as ações e aumentando o preço-alvo de R$ 16,50 para R$ 23,80. O Bradesco BBI também ressalta o LRCAP como um catalisador, com recomendação de compra e preço-alvo elevado de R$ 22 para R$ 26. O Safra, apesar de manter a recomendação neutra, aumentou o preço-alvo de R$ 13,90 para R$ 22,50, também destacando o leilão como principal impulsionador.
O Leilão de Reserva de Capacidade
O LRCAP, que visa garantir o fornecimento de energia, é visto como um diferencial para a Eneva, que busca garantir novos contratos para usinas termelétricas a gás e carvão. O Bradesco BBI considera um cenário base com 3,00 GW (gigawatt) colocados no leilão, com receita de R$ 2,25 milhões/MW (megawatt) para usinas termelétricas a gás. O Safra acredita que a Eneva pode vencer contratos para novos projetos no Hub Sergipe e no Ceará, o que poderia aumentar o preço-alvo.
A Eneva busca garantir novos contratos para as UTEs Parnaíba I e III, Itaqui, Pecém, Linhares, Povoação e Viana. Os analistas esperam que a empresa se beneficie das condições climáticas atuais e da crescente participação de energias renováveis, que demandam maior geração térmica.
A expectativa é que o resultado do LRCAP em março defina o cenário para a companhia em 2026.
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