A apresentadora Luciana Gimenez deixou o comando do programa Superpop na RedeTV!, após mais de vinte anos. A saída da apresentadora expõe mudanças no setor audiovisual brasileiro.
O fim do contrato de Luciana Gimenez com a emissora representa o esgotamento de um modelo que sustentou a televisão por anos: atrações de auditório com apresentadores, temas populares e apelo direto ao público. Essas fórmulas perdem espaço para as redes sociais e plataformas de streaming.
Mudanças no consumo de mídia
A televisão aberta enfrenta desafios. O avanço de plataformas como YouTube, TikTok, Instagram e serviços on demand alterou os hábitos de consumo, especialmente entre os mais jovens. O público escolhe o que assistir, quando e como assistir.
O Superpop, por mais de 20 anos no ar, representava uma época em que a TV ditava tendências e mantinha audiência. A fragmentação do consumo reduziu o impacto de programas desse perfil, que passaram a competir com conteúdos mais ágeis, personalizados e interativos nas redes.
Desafios financeiros
A produção de programas de auditório demanda estrutura, equipe e orçamento. Criadores de conteúdo independentes produzem vídeos com alcance similar ou superior usando apenas um celular. As emissoras abertas, pressionadas por cortes e pela fuga de anunciantes, têm optado por formatos mais econômicos, muitas vezes em parceria com igrejas ou plataformas terceirizadas.
Luciana Gimenez era uma das últimas representantes de uma geração de apresentadores que construíram carreira na televisão aberta tradicional. Sua saída marca o fim de um modelo baseado em personalidades fortes e fidelização de público em horário fixo.
As emissoras buscam se reinventar. Apostam em interatividade, transmídia e integração com redes sociais. A RedeTV! ainda não decidiu se o programa seguirá no ar com outro apresentador.
A demissão de Luciana Gimenez revela uma televisão aberta em busca de novo rumo, com modelos ainda em fase de testes.