A defesa do ex-presidente Jair Bolsonaro intensificou o pedido de prisão domiciliar após sua internação em um hospital. A solicitação foi enviada ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta terça-feira, 17 de março de 2026.
Os advogados argumentam que o estado de saúde de Bolsonaro exige acompanhamento contínuo. O pedido se baseia em um episódio de mal-estar súbito, ocorrido em 13 de março de 2026, com febre, vômitos e queda na saturação de oxigênio. A situação levou à remoção emergencial ao hospital.
No hospital, foi diagnosticada pneumonia bacteriana associada a broncoaspiração, além de bacteremia e hipotensão.
Histórico de saúde e risco clínico
A defesa menciona o histórico de saúde do ex-presidente, com episódios de complicações respiratórias, incluindo pneumonias aspirativas. Os advogados alegam que essa condição agrava a exposição a novos eventos agudos.
Relatórios médicos anexados ao processo indicam que a condição de saúde exige vigilância contínua. A defesa afirma que essa necessidade não é totalmente atendida no regime de custódia atual.
Os advogados argumentam que, mesmo com equipe médica de plantão, o sistema não garante intervenção imediata em situações de emergência. A defesa ressalta que a transferência para prisão domiciliar seria uma medida para preservar a integridade física do ex-presidente.
O ministro Alexandre de Moraes, responsável pela execução penal de Bolsonaro, irá analisar o pedido.