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Credores da Fictor criam associação para cobrar R$ 4 bilhões

Um grupo de investidores e empresas com recursos aplicados no Grupo Fictor lançará, na segunda-feira (9), a Associação de Credores da Fictor Invest (ACFictor). O objetivo é organizar uma resposta conjunta para cobrar cerca de R$ 4 bilhões da companhia financeira e acompanhar o processo de recuperação judicial solicitado pelo grupo.

De acordo com nota divulgada pela nova entidade, o caso envolve 13.041 credores, o que o coloca entre os mais complexos do mercado financeiro brasileiro. Deste total, 11.549 são pessoas físicas, com créditos que somam aproximadamente R$ 2,54 bilhões.

O encerramento de estruturas de investimento usadas pelo grupo transformou milhares de investidores em credores, reduzindo o poder de negociação individual.

Crise começou após oferta pelo Banco Master

A crise de liquidez da Fictor teve início após o anúncio de uma proposta de compra do Banco Master em conjunto com fundos dos Emirados Árabes Unidos. O Banco Central do Brasil decretou a liquidação do banco no dia seguinte ao anúncio, em 18 de novembro, o que teria ampliado a desconfiança dos clientes da Fictor. Houve pedidos de resgate equivalentes a 70% dos recursos sob gestão, segundo a defesa.

A Fictor captava recursos por meio de Sociedades em Conta de Participação (SCPs), que compravam ativos como participações em empresas. O encerramento unilateral dessas SCPs converteu automaticamente investidores em credores.

A Fictor informou que pretende quitar as dívidas sem cortes nos valores, com prazos de até cinco anos para reembolso. O grupo espera que o pedido de recuperação judicial seja analisado pelo Tribunal de Justiça de São Paulo em até uma semana.

Bloqueio de R$ 150 milhões antes da RJ

Antes do pedido formal de recuperação, a Justiça paulista determinou o bloqueio cautelar de R$ 150 milhões da Fictor. A decisão partiu da desembargadora Maria Lúcia Pizzotti, da 30ª Câmara de Direito Privado do TJ-SP, para preservar garantias ligadas a contratos com a Orbitall.

Em 2024, o grupo criou a Fictor Pay, inicialmente como subadquirente de maquininhas e serviços de pagamento. No ano seguinte, lançou um cartão corporativo com a bandeira American Express. O produto chegou a movimentar R$ 200 milhões por mês. A Fictor Pay atua em nove estados e já processou R$ 2,2 bilhões em transações.

O caso da Fictor envolve milhares de investidores, instituições de pagamento e decisões judiciais.

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