Search

CPI do Crime Organizado ouve fundador da Reag citado em caso Banco Master

A CPI do Crime Organizado ouviu o empresário João Carlos Mansur, fundador da Reag Investimentos, nesta quarta-feira, 11 de março de 2026. Mansur foi convocado para prestar depoimento sobre suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master.

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu que Mansur deveria comparecer à sessão, mas autorizou-o a permanecer em silêncio em perguntas que pudessem incriminá-lo.

Decisão do STF

A decisão do ministro André Mendonça garantiu a Mansur as garantias constitucionais reconhecidas pelo Supremo em casos semelhantes. O empresário poderá optar por não responder a questionamentos específicos.

Mansur fundou a Reag em 2012 e construiu carreira no mercado financeiro. A gestora se tornou uma das maiores administradoras independentes de fundos do país.

O empresário passou a ser investigado após operações financeiras atípicas identificadas por órgãos de controle.

Investigações

As suspeitas surgiram a partir de transações envolvendo fundos administrados pela Reag, que teriam sido viabilizadas por um empréstimo do Banco Master de cerca de R$ 459 milhões. Uma das operações apresentou rentabilidade superior a 10 milhões por cento, segundo o Banco Central.

Mansur foi alvo de busca e apreensão na Operação Compliance Zero, que investiga um suposto esquema de fraudes financeiras envolvendo o banco controlado por Daniel Vorcaro.

Estava previsto o depoimento do governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, mas ele não participou da reunião.

A CPI votou requerimentos para aprofundar as investigações, incluindo pedido para que o ministro André Mendonça envie informações e provas relacionadas ao Banco Master. A pauta também incluiu solicitações ao Banco Central sobre processos disciplinares e pedidos para convocar ex-diretores da autarquia.

Os senadores também analisaram pedidos para ampliar o rastreamento de movimentações financeiras suspeitas. Os parlamentares solicitaram ao Coaf relatórios de inteligência financeira e a quebra de sigilo bancário, fiscal e telemático de pessoas e empresas citadas nas investigações.

Houve pedidos de informações à Agência Nacional de Aviação Civil (ANAC) e à empresa Prime You sobre passageiros de um jato Embraer Legacy 650.

Esses posts também podem te interessar:

Confira também o EmpreendaSC Talk:

Relacionado

BRDE ultrapassa os R$650 milhões em crédito para micros e pequenas empresas em Santa Catarina

Destaques

Irã mantém comércio e diversifica economia apesar de sanções internacionais

Destaques

Pesquisadores propõem estrutura para proteger finanças em operações com IA

Notícias

Estudo aponta sobrecarga de tarefas em funcionários engajados

Notícias

Aberje divulga lista de “20 Comunicadores Para Seguir” em 2026

Notícias