As vendas do varejo no Brasil registraram alta de 1% em novembro, impulsionadas pelas promoções da Black Friday, segundo dados divulgados pelo IBGE em 15 de janeiro de 2026. O desempenho positivo foi liderado por produtos farmacêuticos, de higiene e cosméticos, além de equipamentos de escritório e eletrodomésticos, indicando um cenário de maior consumo.
A XP Investimentos apontou que o grupo de atividades varejistas sensíveis à renda cresceu 1,2% em termos interpessoais, marcando o quinto aumento consecutivo. Já o grupo de atividades de renda por crédito teve um crescimento menor, de 0,4%, e apresentou queda de 3,0% em relação ao ano anterior.
Varejo Ampliado e Desempenho por Setor
O varejo ampliado, que inclui veículos e materiais de construção, também apresentou crescimento, com alta de 0,7% em novembro. O atacarejo de alimentos, bebidas e tabaco registrou o terceiro mês consecutivo de crescimento. O economista sênior do Inter, André Valério, destacou o crescimento em sete das oito atividades pesquisadas, com exceção de vestuário, que apresentou queda de 0,8%. Supermercados, farmácias, artigos de uso pessoal e móveis tiveram os maiores impactos positivos.
Segundo a análise de Matheus Pizzani, economista do PicPay, o resultado de novembro reflete a combinação de preços mais baixos e o aumento do volume de vendas. A expectativa é de uma desaceleração, com alta projetada de 0,2% para dezembro, fechando 2025 em 1,8%.
Perspectivas e Próximos Passos
Apesar do desempenho positivo em novembro, economistas como Claudia Moreno, do C6 Bank, indicam uma desaceleração do varejo ao longo de 2025. Rafael Perez, economista da Suno Research, ressalta que o setor registrou alta de 1,5% no acumulado de 12 meses, evidenciando uma desaceleração. A solidez do mercado de trabalho e o aumento da renda familiar seguem como fatores de sustentação. O Bradesco avalia que o mercado de crédito continua relevante para o consumo de bens, especialmente veículos.
O setor varejista deve seguir condicionado a um ambiente doméstico desafiador, com as condições financeiras apertadas exercendo pressão negativa. A combinação de elementos como a aprovação de reformas e o aumento do salário mínimo pode impulsionar o consumo em 2026.
Apesar da alta em novembro, a tendência é de um desempenho mais moderado para o varejo nos próximos meses.
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