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Acordo Mercosul-UE: atraso na ratificação abre tempo para empresas brasileiras

A ratificação do acordo entre União Europeia e Mercosul pode ser adiada por meses ou anos. A decisão do Parlamento Europeu de solicitar um parecer jurídico sobre o tratado é o motivo.

Waldir Bertolino, vice-presidente da Infor Brasil e South Latam, avalia o adiamento como uma “janela de preparação estratégica” para as empresas brasileiras.

Logística como diferencial competitivo

Bertolino destaca que a digitalização é fundamental para a competitividade. Ela traz visibilidade e reduz trabalhos repetitivos.

O executivo afirma que o acordo incentiva a modernização, levando empresários a investirem mais em tecnologia.

As empresas que buscam competir globalmente visam atingir três pilares: custo competitivo, nível de serviço elevado e previsibilidade.

Desafios para a internacionalização

A falta de dados confiáveis e integrados, além da falta de capacitação das lideranças, são barreiras para a internacionalização. Bertolino explica que sem dados confiáveis, a automação e o ganho de eficiência ficam limitados.

Empresas podem ter sistemas modernos, mas pouco impacto prático no negócio se não se adaptarem. Bertolino aponta o risco de “haver ausência de capital humano quando necessário” com a proximidade da conclusão do acordo.

Bertolino observa que é possível observar ganhos relevantes em eficiência entre 12 a 18 meses com foco, execução e uso de tecnologia. Atingir um padrão global consistente exige mudança cultural.

Com a Europa sendo o principal fator de incerteza no cronograma de aprovação, as empresas brasileiras ganharam tempo para se preparar.

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