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FIDCs de varejo crescem 43% no ano e se aproximam de R$ 3 bilhões

Os Fundos de Investimento em Direitos Creditórios (FIDCs) voltados ao varejo registraram um crescimento de 43% em 2026, alcançando R$ 2,7 bilhões em investimentos. Os dados são da Uqbar e da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima).

A aplicação, regulamentada no final de 2023, ainda possui poucas carteiras disponíveis no mercado.

Crescimento por fundo

O Solis Capital Antares Pioneiro, que foi o primeiro FIDC montado para varejo, registrou um patrimônio de R$ 979 milhões e um crescimento de 32,6% neste ano.

O Jive BossaNova90, que começou como uma carteira multimercado de crédito privado para investidores qualificados, tornou-se um FIDC para o público em geral em fevereiro de 2025. O fundo teve um crescimento de 38,8% até 27 de março.

A Valora Investimentos também tem um fundo voltado para o varejo, o Valora Vanguard, que possui patrimônio de R$ 352 milhões e crescimento de 46,4% somente neste ano.

O JiveMauá possui outros dois fundos para o público em geral, que somam mais R$ 370 milhões, elevando o total em fundos para varejo para R$ 1,3 bilhão.

O fundo Solis Pioneiro investe em 48 outros FIDCs, com 40% em recebíveis multicedente e multisacado e 21% em consignado público.

A carência do fundo Solis Pioneiro é de 60 dias para resgate.

O fundo Valora Vanguard investe em mais de 40 FIDCs, divididos em diferentes segmentos, como consignado público, consignado privado e multicedente multisacado.

A rentabilidade média do fundo Solis Pioneiro tem ficado em torno de CDI mais 1,0% a 1,3% ao mês.

O Jive BossaNova90 teve uma captação de cerca de R$ 20 milhões por mês.

O fundo Valora Vanguard teve uma captação de R$ 82 milhões em janeiro e fevereiro, chegando a 5 mil cotistas.

O CEO do Grupo Everblue, Gabriel Padula, ressalta que o investidor pessoa física busca produtos com previsibilidade de fluxo e leitura clara de risco.

O CEO da Multiplike, Volnei Eyng, aponta que as principais dificuldades dos FIDCs de varejo são a complexidade da estrutura, exigências de governança e custos operacionais.

Os FIDCs de varejo estão em rápida expansão após a abertura regulatória da CVM.

A Solis espera um crescimento ainda maior dos FIDCs este ano com a queda dos juros básicos.

O crescimento do mercado de FIDCs pode ser impactado por fatores como a novidade para o investidor, o efeito da quebra do Banco Master e o vencimento de letras de crédito do BNDES.

Os riscos para o investidor em FIDC são de crédito, liquidez e complexidade do produto.

Os FIDCs dependem da performance dos recebíveis.

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