O Tribunal de Contas da União (TCU) abriu uma investigação sobre a participação de servidores públicos no desfile de carnaval da escola Acadêmicos de Niterói, que homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Em 24 de março de 2026, o tribunal solicitou à Casa Civil e à Secretaria de Comunicação Social (Secom) informações sobre a participação de servidores no evento.
Pedido de Investigação
O pedido de investigação foi protocolado por parlamentares do Partido Novo.
A ação alega o uso irregular de servidores do governo federal na organização de um carro alegórico no qual a primeira-dama Rosângela da Silva, a Janja, desfilaria.
No desfile, a primeira-dama seria parte da última alegoria, o carro “Amigos do Lula”. Janja decidiu não participar para evitar contestações, sendo substituída pela cantora Fafá de Belém.
O TCU determinou que a Casa Civil e a Secom enviem informações sobre os servidores da Presidência da República que viajaram ao Rio de Janeiro entre 1º e 18 de fevereiro de 2026. O objetivo era “acompanhar ou dar suporte” a Janja, Lula ou ministros de Estado.
O Tribunal também solicitou os custos totais do Estado com os deslocamentos dos funcionários, incluindo diárias, passagens, hospedagem e horas extras.
Além disso, o TCU pediu esclarecimentos sobre a participação de servidores do cerimonial da Presidência em tarefas como envio de convites e organização de listas de convidados.
O processo, sob relatoria do ministro Augusto Nardes, foi anexado a outra investigação sobre repasses da Embratur à mesma agremiação carnavalesca.