O diretório do PL em Sergipe nomeou Flávio de Oliveira Rodrigues, conhecido como “Flávio da Direita Sergipana”, para a presidência do PL Jovem no estado.
O anúncio da nomeação foi feito em 7 de março, em publicação nas redes sociais da presidente estadual da sigla, a vereadora de Aracaju Moana Valadares, conforme informações do UOL.
Processo por tentativa de homicídio
A escolha ocorreu enquanto Rodrigues responde na Justiça por tentativa de homicídio. Ele é réu em um processo que investiga o atropelamento de um apoiador do PT durante um ato de campanha em outubro de 2024.
O caso tramita na 8ª Vara Criminal de Aracaju e está em fase de pronúncia, etapa que antecede o julgamento pelo júri popular.
Segundo denúncia do Ministério Público de Sergipe (MP-SE), obtida pelo portal, o episódio começou quando Rodrigues, então candidato a vereador, foi a um evento da candidata petista Candisse Carvalho acompanhado de outras três pessoas. O grupo teria provocado participantes do ato ao lançar objetos como uma carteira de trabalho e uma tornozeleira eletrônica.
Ainda segundo o MP, ao serem abordados por trabalhadores que atuavam na organização do evento, o motorista do veículo acelerou e passou a trafegar em alta velocidade, com a vítima, Charles Silva, sobre o capô. O homem teria sido arrastado por quase dois quilômetros até a colisão com outro carro.
“A vítima grita por socorro e pede que os denunciados parassem o veículo, visto que sua perna foi quebrada”, afirma a denúncia.
O Ministério Público sustenta que, mesmo diante dos pedidos de ajuda, os ocupantes do carro mantiveram a condução até a queda da vítima, próximo de uma delegacia, e deixaram o local sem prestar socorro.
Rodrigues contesta as acusações. Em nota ao UOL, afirmou que não dirigia o veículo e questionou a consistência da denúncia. Também argumentou que não há impedimento legal para assumir o cargo partidário, já que não houve condenação.
A defesa sustenta que não há individualização da conduta do réu. “Qual foi a participação efetiva do sr. Flávio nos fatos narrados? Há um verdadeiro deserto no manancial probatório articulado”, afirma.
Após o episódio, Rodrigues e os demais envolvidos registraram ocorrência alegando terem sido ameaçados e classificaram o atropelamento como ato de legítima defesa, versão rejeitada pela investigação, que também inclui acusação de falsa comunicação de crime.



