Em 2026, o petróleo reassumiu seu papel central na geopolítica e na economia global, com eventos como o conflito no Oriente Médio e o bloqueio dos Estados Unidos a Cuba.
O petróleo, que ultrapassou US$ 100 por barril, é uma ferramenta de coerção política, como no bloqueio dos Estados Unidos que priva Cuba de energia.
A guerra com o Irã, iniciada em 28 de fevereiro, bloqueou o Estreito de Ormuz, via marítima que representa um quinto do petróleo mundial e gás natural. Várias refinarias foram danificadas, reduzindo o processamento de petróleo em combustíveis.
Impacto nos Preços
A interrupção no fornecimento fez os preços internacionais do petróleo subirem cerca de 37% desde o fim de fevereiro. Os preços do diesel e do querosene de aviação também aumentaram. O Catar interrompeu o resfriamento de gás natural para exportação, elevando os preços na Europa e Ásia.
Os Estados Unidos, maior produtor mundial de gás natural, foram relativamente protegidos. Os preços da gasolina e do diesel vêm subindo em um momento em que muitos americanos já estão preocupados com a economia e com a inflação.
A guerra com o Irã traz risco político para o governo Trump, não apenas pelo impacto que os preços mais altos de energia provavelmente terão sobre a economia dos Estados Unidos.
O Irã tem a capacidade de interromper o fluxo de petróleo e gás natural pelo Golfo Pérsico, prejudicando economias.
A reação dos países à guerra dependerá das consequências econômicas dos preços mais altos da energia. Países da Ásia e da Europa podem adotar energias renováveis mais rapidamente.
Os Estados Unidos, com grandes reservas de petróleo e gás natural, podem continuar a explorá-las.
O conflito no Oriente Médio afetou os preços do petróleo e do gás natural, impactando as economias globais.