Gestoras de private equity especializadas por indústrias e com foco em geração de valor se tornaram uma tendência global nos últimos quatro anos. A informação é de um relatório da Bain & Company, dedicado às negociações de participação de empresas.
A pesquisa, conduzida com um recorte regional no Brasil, coletou dados e percepções de gestores e investidores no país. Para preservar informações confidenciais, os dados foram tratados de forma agregada pela Bain & Company.
Due diligence detalhada
O relatório aponta que gestoras brasileiras dedicam tempo e recursos a uma due diligence detalhada. O processo inclui análise financeira, avaliação sobre operação, dinâmica de mercado, posicionamento competitivo e equipe de gestão.
O comportamento das janelas de liquidez no Brasil e o custo da dívida estimularam uma dedicação particular à geração de valor.
Investimentos no Brasil já começam com um plano de criação de valor para o momento de saída dos gestores. As empresas se preparam para serem vendidas quando o mercado retornar. É preciso gerar caixa.
Características do mercado brasileiro
A pesquisa descreve duas características das gestoras brasileiras: alocação gradual de capital e uso conservador de alavancagem.
A distribuição dos compromissos de investimento de forma faseada, ao longo de anos, reduziria a exposição a choques cambiais. O uso conservador de alavancagem é atribuído às taxas de juros.
Os valores de negociações de empresas subiram na análise global. Em tecnologia, o salto foi de 30% na comparação de 2024 com 2025. No setor de serviços essenciais e energia, o aumento foi de 75% no mesmo período.
Explicar ao investidor por que a empresa conseguirá gerar valor e acelerar o crescimento das empresas se tornou um imperativo estratégico no private equity no mundo.



