O Grupo Casas Bahia (BHIA3) divulgou os resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25). O balanço apresentou um prejuízo líquido de R$ 1,529 bilhão, embora alguns destaques positivos tenham sido observados.
O canal digital da varejista registrou um crescimento de 22% no Volume Bruto de Mercadorias (GMV), impulsionado pelas vendas diretas (1P). A parceria com o Mercado Livre também contribuiu para o crescimento do canal, que teve o maior avanço nos últimos 16 trimestres, conforme relatório.
Rentabilidade e Desempenho Financeiro
A margem Ebitda ajustada caiu para 7,7%. O Goldman Sachs apontou que a rentabilidade ficou abaixo do esperado, cerca de 10% inferior devido ao mix de canais e a um ambiente promocional mais agressivo.
A companhia concluiu uma reestruturação de capital, reduzindo a alavancagem de 1,9x para 0,4x. A geração de Fluxo de Caixa Livre (FCL) foi de R$ 1,8 bilhão.
As vendas nas mesmas lojas (SSS) apresentaram um crescimento de 2,6%. Os pagamentos via PIX saltaram para 41,1%, refletindo o aumento das vendas à vista, contra 35,7% no trimestre anterior.
Desempenho por Canal e Inadimplência
O crescimento no marketplace (3P) foi de 16%. A XP Investimentos destacou que a abertura de canais parceiros foi o principal motor da aceleração.
A inadimplência acima de 90 dias na carteira de crédito ativa, que soma R$ 6,6 bilhões, subiu 60 bps na comparação anual. A receita de soluções financeiras teve queda de 4,4% ano a ano, segundo os analistas do Morgan Stanley.
Medidas Financeiras e Reestruturação
A margem bruta diminuiu 140 bps, impactada pela maior fatia de vendas online. A gestão manteve o índice de Despesas de Vendas, Gerais e Administrativas (SG&A) absoluto estável. Processos trabalhistas apresentaram melhorias significativas (-64% a/a), e a monetização de impostos resultou em +R$ 173 milhões.
Para reduzir riscos, a Casas Bahia emitiu R$ 1,4 bilhão em notas comerciais para substituir o chamado “risco sacado” por financiamento de longo prazo.




