O senador Alessandro Vieira, do MDB de Sergipe, protocolou um pedido para a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI). A comissão visa investigar a conduta dos ministros Alexandre de Moraes e Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), e seus vínculos com o grupo que controla o Banco Master.
O requerimento para a CPI foi apresentado com 39 assinaturas, número superior ao mínimo de 27 exigido pela Constituição.
Fatos que motivaram o pedido de CPI
O senador detalhou os elementos que embasam o pedido de investigação. No caso de Alexandre de Moraes, o escritório da família do ministro teria firmado contrato com o Banco Master no valor de cerca de R$ 9 milhões, mas teria recebido aproximadamente R$ 80 milhões.
A contraprestação apresentada, como manuais de compliance e relatórios, estaria fora dos parâmetros de mercado. Um levantamento apontou cerca de 70% de plágio ou uso de inteligência artificial nos documentos entregues.
No caso de Dias Toffoli, o senador cita a compra de cotas em fundo familiar no qual o ministro reconheceu ser sócio oculto. Há indícios de que recursos chegavam ao fundo e eram direcionados a contas ligadas ao ministro enquanto ele atuava em processos relacionados ao caso.
Próximos passos da CPI
A instalação da CPI depende da leitura do requerimento pelo presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre. Vieira informou que, caso a leitura não ocorra em prazo considerado razoável, o grupo recorrerá à Justiça para garantir a instalação.
A CPI do Crime Organizado ouviu João Carlos Mansur, fundador da gestora Reag Investimentos, nesta quarta-feira. Mansur compareceu acompanhado de advogado e com habeas corpus concedido pelo ministro Flávio Dino. O depoente permaneceu em silêncio na maior parte do tempo.
Vieira afirmou que a investigação continua.