SÃO PAULO/RIO DE JANEIRO, 11 Mar (Reuters) – As vendas no varejo brasileiro apresentaram alta de 0,4% em janeiro, em comparação com dezembro, quando houve queda de 0,4%. Os dados foram divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quarta-feira.
Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, as vendas tiveram alta de 2,8%.
O resultado superou as expectativas de pesquisa da Reuters, que previa queda mensal de 0,1% e alta de 1,65% na base anual.
Declaração do IBGE
Cristiano Santos, gerente da pesquisa do IBGE, afirmou que a taxa positiva fez com que janeiro atingisse o ponto mais alto da série da margem, igualando-se, em volume, a novembro de 2025.
A taxa de juros elevada e o mercado de trabalho influenciam a demanda brasileira.
O Banco Central se reunirá na próxima semana para decidir sobre a taxa básica de juros Selic, atualmente em 15%.
O IBGE apurou que quatro atividades tiveram resultados positivos no volume de vendas em janeiro, na série com ajuste sazonal: artigos farmacêuticos (2,6%), tecidos, vestuário e calçados (1,8%), outros artigos de uso pessoal e doméstico (1,3%) e hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (0,4%).
Equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-9,3%), livros, jornais, revistas e papelaria (-1,8%) e combustíveis e lubrificantes (-1,3%) apresentaram quedas. As vendas de móveis e eletrodomésticos ficaram estagnadas.
No comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, partes e peças; material de construção e atacado de produtos alimentícios, bebidas e fumo, houve alta de 0,9% em janeiro sobre dezembro e expansão de 1,1% na comparação com o mesmo mês do ano anterior.
O setor de eletrônicos é afetado pela variação do dólar e as empresas podem repor seus estoques em momentos de valorização do real.


