A Plinq, startup brasileira que oferece a mulheres a possibilidade de checar antecedentes criminais de pretendentes, recebeu um investimento de Anton Osika, cofundador e CEO da Lovable.
O aporte, cujo valor não foi divulgado, é o primeiro investimento de Osika no Brasil e faz parte da rodada que busca levantar R$ 1,5 milhão até o fim de março. O objetivo é acelerar o lançamento do aplicativo mobile da plataforma, com previsão de faturar R$ 10 milhões em 2026.
A Startup
Fundada em 2025, a Plinq foi criada após a fundadora Sabrine Matos assistir a uma reportagem sobre feminicídio. A plataforma permite pesquisar antecedentes criminais e registros de processos judiciais a partir de dados públicos, como tribunais de Justiça e diários oficiais.
Para realizar a consulta, é necessário informar o nome e o telefone da pessoa para obter um relatório com os registros encontrados. A plataforma já conta com mais de 45 mil usuárias e mais de 50 mil pesquisas realizadas em menos de seis meses de operação.
Funcionalidades
A ferramenta permite a realização de consultas avulsas ao custo de R$ 27 por pesquisa completa. O pacote inclui acesso aos registros criminais encontrados, alertas de atualização de status, suporte prioritário e participação em uma comunidade fechada. Há também um plano anual de R$ 97 que oferece pesquisas ilimitadas.
Com o lançamento do aplicativo, a startup pretende migrar para um modelo de assinatura mensal, com preço estimado em cerca de R$ 14. Outra frente de monetização prevista é a criação de um espaço publicitário no app voltado a marcas com público feminino.
Os recursos serão direcionados ao desenvolvimento do aplicativo mobile, com lançamento previsto para as próximas semanas. A empresa planeja ampliar a plataforma para incluir verificação social, dispositivos de rastreamento de segurança, rede de apoio, conteúdo e fórum.
A Plinq faturou cerca de R$ 500 mil em seis meses de operação. A expectativa é alcançar 2 milhões de downloads nos três primeiros meses do aplicativo.