A crise política envolvendo o Banco Master não provocou, até o momento, impacto mensurável na avaliação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conforme pesquisa eleitoral. Os dados mais recentes do levantamento Meio/Ideia sugerem estabilidade nos indicadores de aprovação do governo e na disputa presidencial.
De acordo com a pesquisa divulgada em 11 de março de 2026, 35% dos entrevistados que afirmam conhecer o caso associam o escândalo ao Supremo Tribunal Federal (STF). O governo federal é associado por 21% dos entrevistados, enquanto 18% relacionam o episódio ao Congresso. Cerca de 26% dos entrevistados consideram que o caso envolve os três Poderes.
Estabilidade nos índices de aprovação
A pesquisa mostra que a avaliação do governo não se alterou em relação ao levantamento anterior. A forma como Lula conduz o terceiro mandato é desaprovada por 50,5% dos entrevistados, enquanto 47,2% aprovam sua atuação.
Na comparação com a rodada anterior, a aprovação subiu 0,6 ponto percentual e a desaprovação recuou 0,9 ponto. As variações estão dentro da margem de erro de 2,5 pontos percentuais.
Entre os entrevistados, 12% classificam a gestão como ótima e 22,6% como boa. Outros 18,3% consideram o desempenho regular. As avaliações negativas somam 45,3%, sendo 16,3% que definem o governo como ruim e 29% como péssimo.
Disputa eleitoral permanece competitiva
Nas simulações de voto para a eleição presidencial de 2026, Lula aparece com 40% das intenções de voto em todos os cenários de primeiro turno testados pela pesquisa Meio/Ideia.
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) registra entre 35% e 36% nas simulações, enquanto o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), chega a cerca de 36% quando incluído na disputa.
No segundo turno, Lula aparece com 47% contra 45% de Flávio Bolsonaro e com 46% contra 45% de Tarcísio de Freitas. Em ambos os casos, trata-se de empate técnico dentro da margem de erro.
Os dados da pesquisa Meio/Ideia indicam que o caso Banco Master não alterou o equilíbrio da disputa presidencial nem os índices de aprovação do governo.



