O diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, afirmou que grupos criminosos que operam no Brasil estendem suas ações para outros países, atuando como “multinacionais do crime”. A declaração foi dada durante painel no evento Rumos 2026, realizado em São Paulo.
Rodrigues citou investigações sobre o Banco Master, liquidado pelo Banco Central, como exemplo de organização criminosa.
O diretor também mencionou grupos que tentaram um golpe de Estado após a eleição presidencial de 2022, e outros que são alvo de investigações.
Foco em finanças
Rodrigues destacou criminosos que atuam na legalidade, nos investimentos e em centros de poder. Segundo ele, as organizações criminosas tentam interferir na economia.
Nos últimos meses, operações do Ministério Público, PF e Receita Federal desmantelaram esquemas ilícitos envolvendo empresas do setor financeiro, de combustíveis e integrantes do Primeiro Comando da Capital (PCC).
A cooperação entre instituições e a troca de informações são importantes para frear as ambições criminosas, disse Rodrigues. Ele citou a Receita Federal, o Banco Central, a Controladoria Geral da União, o setor de inteligência do INSS e secretarias estaduais de Fazenda.
Em 2025, a PF apreendeu quase R$ 11 bilhões do crime organizado em veículos, imóveis, aviões, embarcações e dinheiro.
O ministro da Justiça e Segurança Pública, Wellington César Lima e Silva, defendeu a autonomia da PF, apesar de tentativas de interferência em investigações. Ele afirmou que a PF busca atuar com o padrão de excelência reconhecido pela população.
Rodrigues também citou o risco de infiltração do crime organizado nas eleições.
O presidente do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, Renato Sérgio de Lima, disse que a PEC da Segurança Pública, aprovada na Câmara, não deve melhorar o problema de segurança no Brasil.
A Superintendente regional da Receita Federal em São Paulo, Márcia Cecília Meng, disse que o texto da PEC não incluiu ações preventivas de combate à lavagem de dinheiro.




