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EUA e Irã: conflito pode afetar inflação, juros e bolsa no Brasil

O mercado brasileiro acompanha a escalada de tensões entre Estados Unidos e Irã, que pode influenciar a próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central, marcada para 17 de março de 2026. A principal dúvida é se a taxa Selic, atualmente em 15%, será reduzida.

O conflito no Oriente Médio pode afetar a oferta de petróleo, elevando os preços. O barril de petróleo, que custava US$ 60 no início do conflito, chegou a US$ 84,50. O fechamento do Estreito de Ormuz para os EUA, Israel e Europa é outro fator relevante.

Impactos no Brasil

A alta do preço do petróleo pode impactar o Brasil, mesmo sendo exportador, pois ainda importa grandes quantidades. Setores como agronegócio, transporte e plásticos podem enfrentar aumento de custos. Isso pode levar ao aumento da inflação, adiamento da queda de juros, queda na bolsa de valores e fuga de capital estrangeiro.

Peterson Rizzo, gerente de Relações com Investidores da Multiplike, afirmou que as projeções indicam inflação estável e juros elevados. Sidney Lima, analista da Ouro Preto Investimentos, explicou que o Focus ainda não precifica totalmente um choque prolongado de energia ou descontrole inflacionário.

Visão dos especialistas

Edgar Araújo, CEO da Azumi Investimentos, avalia que uma escalada do conflito pode levar a novas revisões para inflação e juros. Os fundos de investimento em direitos creditórios (FIDCs) podem ser afetados pelo aumento de custos e desaceleração do consumo. Gestores e investidores de FIDCs precisam analisar conjuntamente a leitura macroeconômica, avaliação de fluxo de caixa e qualidade de lastro.

Em um cenário de Selic elevada, a avaliação de risco deve ser mais rigorosa. Para o crédito empresarial estruturado, um ambiente com Selic acima de 12% reforça a necessidade de governança, garantias robustas e estruturação eficiente.

André Matos, CEO da MA7 Negócios, aponta que o aumento das tensões pode provocar fuga de capital de países emergentes, pressionando as bolsas de valores. Empresas e investidores devem priorizar cautela e liquidez. O mercado de juros futuros (DI) já reagiu, elevando as taxas para contratos com vencimentos em 2027 e 2029.

Antonio Patrus, diretor da Bossa Invest, indica que o ecossistema de startups pode enfrentar um cenário de capital mais seletivo e foco em eficiência. Para o investidor comum, Fábio Murad, economista e CEO da Super-ETF Educação, recomenda diversificação e exposição equilibrada entre renda fixa, renda variável e ativos atrelados ao dólar.

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