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Guerra no Irã e alta do petróleo pressionam juros na Europa

FRANKFURT, 9 Mar (Reuters) – Bancos centrais na Europa enfrentam pressão do mercado para elevar as taxas de juros, conforme a guerra no Irã eleva os custos de energia e inflação.

Os mercados financeiros intensificaram as apostas em aumentos das taxas de juros pelo Banco Central Europeu (BCE), pelo Banco Nacional Suíço e pelo Riksbank da Suécia antes do final do ano. O Banco da Inglaterra pode seguir o mesmo caminho em 2027.

Os bancos centrais asiáticos também adiaram planos de cortes ou aumentos nas taxas de juros.

Aumento do preço do petróleo

A correção de preços ocorreu em um momento em que os principais produtores de petróleo reduziram a oferta. Os temores de interrupções no transporte marítimo elevaram o preço do petróleo bruto para acima de US$119 por barril nesta segunda-feira.

A maioria dos BCs europeus demorou a elevar as taxas há quatro anos, quando a invasão da Ucrânia pela Rússia desencadeou um choque energético que se refletiu nos preços ao consumidor.

Os dados dos mercados indicaram que o BCE pode elevar as taxas uma vez até junho ou julho e, novamente, até dezembro. O Riksbank pode realizar uma ou duas altas no outono do hemisfério norte. O banco central da Suíça pode se movimentar em outubro e novamente em 2027, quando o Banco da Inglaterra também pode aderir ao ciclo de aperto monetário. Os quatro bancos voltam a se reunir em 18 e 19 de março.

Impacto nos preços

Autoridades, especialmente do BCE, afirmam que uma alta temporária no preço do petróleo não deve alterar as perspectivas de inflação a médio prazo, nem exigir uma resposta.

A análise da TS Lombard indica que a inflação na zona do euro subiria cerca de um ponto percentual, com o Reino Unido ligeiramente atrás, caso os preços do petróleo e do gás se mantenham nos níveis atuais. Os custos de transporte e de produção também seriam afetados.

O dilema central é se os bancos centrais devem ignorar os choques temporários de oferta ou considerar a experiência recente.

O princípio do BCE tem sido “ignorar” os choques externos na oferta de energia, porque o choque inicial de preços é inevitável e possivelmente transitório. No entanto, o risco de o BCE ter de antecipar a primeira subida das taxas de juros é reconhecido.

O diretor de investimentos da Andromeda Capital Management, Alberto Gallo, afirmou que a mudança nos preços refletiu uma rápida desmontagem de apostas anteriores em cortes de juros.

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