A defesa do banqueiro Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) a transferência do empresário para outro estabelecimento prisional em Brasília. Os advogados também pediram que as visitas de advogados ocorram sem monitoramento de áudio ou vídeo na Penitenciária Federal da capital.
A petição foi protocolada na última sexta-feira (6). Os advogados solicitaram medidas para garantir o exercício do direito de defesa durante a custódia de Vorcaro no sistema penitenciário federal.
Visitas dos advogados
A direção da unidade informou que a visita dos advogados dependeria de agendamento para a semana seguinte. A administração do presídio afirmou que os encontros seriam monitorados por áudio e vídeo, e os defensores não poderiam ingressar no local com papel e caneta.
A defesa requereu ao STF a garantia da realização de visitas dos advogados sem monitoramento ou gravação. Foi solicitada a possibilidade de ingresso de cópias impressas dos autos e de registro de anotações durante os encontros, conforme o Estatuto da Advocacia e a Lei de Execução Penal.
Os advogados afirmam que a comunicação reservada entre advogado e cliente constitui garantia essencial do direito de defesa. Caso essas prerrogativas não possam ser asseguradas pela unidade prisional, foi solicitada a transferência de Daniel Vorcaro para outro estabelecimento em Brasília.
Vorcaro chegou a Brasília na sexta-feira sob forte esquema de segurança para ser transferido ao sistema penitenciário federal. A medida foi determinada pelo ministro André Mendonça, do STF, após a Polícia Federal apontar riscos à segurança pública.
A prisão de Vorcaro ocorreu durante a terceira fase da Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal na quarta-feira. O inquérito investiga suspeitas de fraudes contra o sistema financeiro envolvendo o Banco Master. A decisão que autorizou as prisões foi a primeira tomada por Mendonça após assumir a relatoria do caso no STF.




