O preço do petróleo ultrapassou US$ 100 por barril nesta segunda-feira. A alta foi impulsionada por cortes na produção anunciados por Iraque, Kuwait e Emirados Árabes Unidos.
O barril do Brent era negociado a US$ 102,22, com alta de mais de 10%. O WTI, referência americana, subia 8,6%, a US$ 98,74 o barril. O petróleo americano chegou a romper os US$ 110 durante a madrugada.
Estreito bloqueado e tanques lotados
O Estreito de Ormuz está praticamente fechado para o tráfego de navios. A situação é resultado das ameaças iranianas a embarcações na região. O bloqueio impede o escoamento do petróleo produzido.
Os tanques de armazenamento atingiram o limite, levando ao corte na produção.
Queda na produção iraquiana
A produção nos três principais campos petrolíferos do sul do Iraque caiu 70%, de 4,3 milhões para 1,3 milhão de barris por dia, segundo executivos do setor.
O Kuwait anunciou cortes preventivos na produção e nas refinarias. A estatal Kuwait Petroleum Corporation não informou o volume dos cortes, citando as ameaças iranianas.
Os Emirados Árabes Unidos informaram que estão gerenciando os níveis de produção offshore para lidar com os requisitos de armazenamento. A Abu Dhabi National Oil Company (Adnoc) informou que as operações terrestres seguem normalmente.
G7 discute reservas de emergência
Ministros de finanças do G7 devem discutir uma liberação coordenada de reservas estratégicas de petróleo.
O secretário de Energia dos Estados Unidos, Chris Wright, afirmou que o tráfego pelo Estreito de Ormuz deve voltar ao normal após a remoção da capacidade do Irã de atacar navios.
O Irã nomeou Mojtaba Khamenei como novo líder supremo do país.




