A XP Investimentos, em relatório macroeconômico mensal, avalia que o conflito entre EUA e Irã pode alterar o cenário econômico brasileiro.
A instituição financeira pondera que uma alta mais forte do petróleo pode levar o Banco Central a iniciar o ciclo de afrouxamento monetário de forma mais moderada, com um corte inicial de 0,25 ponto percentual (p.p.). A XP continua prevendo cortes consecutivos de 0,50 p.p. a partir deste mês até que a taxa Selic atinja 12,50%.
A corretora manteve a premissa de preço do petróleo em US$ 60 por barril.
Cenário Político
A XP destaca que as incertezas políticas aumentam com a aproximação da campanha presidencial. A candidatura de Flávio Bolsonaro ganha tração, sugerindo uma eleição polarizada contra o presidente Lula.
A XP não alterou significativamente suas projeções.
Contas Públicas
A arrecadação tributária segue forte no curto prazo, ajudando o governo a cumprir suas metas de resultado primário. A alta do petróleo tende a ajudar. O cenário de aumento da dívida pública persiste, e os riscos fiscais podem crescer à medida que a eleição se aproxima.
O déficit em conta corrente deve continuar elevado em 2026 (3,1% do PIB), em linha com a expectativa de aceleração da atividade no curto prazo.
A XP Investimentos acredita que as incertezas políticas, fiscais e globais tendem a pressionar os prêmios de risco de ativos brasileiros no segundo semestre. A instituição financeira manteve a projeção de taxa de câmbio em R$ 5,60 por dólar ao final de 2026.
PIB
A XP reiterou projeção de 2% para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2026, uma vez que a atividade econômica deve impulsos de renda e crédito, após estabilidade no segundo semestre de 2025.
Para 2027, a projeção é de aumento de 1,2%.
Inflação
A XP continua projetando IPCA em 3,8% em 2026 e 4,0% em 2027.