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Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, o ‘Sicário’, é preso em operação

Luiz Phillipi Machado de Moraes Mourão, conhecido como ‘Sicário’, foi preso em 4 de março de 2026 por determinação do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal. Mourão é acusado de liderar um grupo que coletava informações de pessoas consideradas adversárias do Banco Master.

A Polícia Federal investiga o grupo de WhatsApp chamado “A Turma”, do qual faziam parte Vorcaro e Mourão. O grupo era usado para combinar atividades de vigilância, coleta de informações e intimidação de pessoas consideradas adversárias do grupo ligado ao Banco Master.

O ministro André Mendonça afirmou haver indícios de que o banqueiro, em mensagens com Mourão, determinou que se forjasse um assalto para “prejudicar violentamente” o colunista do GLOBO Lauro Jardim. O objetivo, segundo Mendonça, era “calar a voz da imprensa”.

Investigação em Minas Gerais

Mourão é réu em uma ação movida pelo Ministério Público de Minas Gerais desde 2021. A ação apura indícios de lavagem de dinheiro, organização criminosa e crime contra a economia popular. Segundo as investigações, Mourão e outros indiciados montaram um esquema de pirâmide financeira para atrair investidores.

Entre junho de 2018 e julho de 2021, Mourão movimentou R$ 28 milhões em contas bancárias de empresas ligadas a ele.

A denúncia do MP mineiro, à qual O GLOBO teve acesso, afirma que “a triangulação de valores através de pessoas jurídicas constitui movimento típico de lavagem de dinheiro, in casu com a ocultação dos valores provenientes, direta ou indiretamente dos crimes contra a economia popular perpetrados”.

Antes de fazer parte do esquema de pirâmide, Mourão atuava como agiota. A Polícia Militar de Minas Gerais analisou o celular apreendido de Mourão e apontou que ele exercia liderança na organização criminosa investigada.

A análise do aparelho celular de Mourão revelou elementos que corroboram a investigação, mesmo diante de tentativas de ocultação de provas. O conteúdo indica que Mourão exercia papel central e de liderança na organização criminosa, coordenando a atuação dos demais integrantes e gerenciando atividades ilícitas, segundo um trecho do relatório de inteligência obtido pelo GLOBO.

A defesa de Mourão afirma que as provas obtidas pelas autoridades foram desprovidas de autorização judicial, entre outras nulidades.

A defesa também alega que Mourão atuava na compra e venda de veículos. Segundo a defesa, Mourão já comercializava veículos com outros réus, o que daria lastro e licitude ao montante.

Sicário

A decisão do ministro André Mendonça revela que os investigados teriam utilizado o grupo de WhatsApp “A Turma” para vigilância, coleta de informações e intimidação. A investigação da Polícia Federal aponta que o grupo era coordenado por Mourão, identificado como “Felipe Mourão” e apelidado de “Sicário”, responsável por organizar o monitoramento de pessoas e obtenção de informações sensíveis.

Na decisão, Mendonça afirma que Mourão coordenava “um grupo informal denominado ‘A Turma’, estrutura utilizada para realizar atividades de vigilância, coleta de informações e monitoramento de indivíduos considerados adversários do grupo”.

Mendonça indica que Mourão mantinha relação direta de prestação de serviços com Daniel Bueno Vorcaro, atuando na obtenção de informações sigilosas, monitoramento de pessoas e neutralização de situações consideradas sensíveis aos interesses do grupo investigado.

A Polícia Federal encontrou uma arma durante uma operação de busca no endereço de Mourão.

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