O CEO da Carlyle Group Inc., Harvey Schwartz, comentou sobre a classificação de fundos de investimento voltados para investidores individuais.
Em apresentação a acionistas na quinta-feira, Schwartz sugeriu que gestores de recursos deveriam ter sido mais transparentes sobre a liquidez dos fundos.
“A indústria acabou se prejudicando um pouco ao chamar esses veículos de semilíquidos”, disse Schwartz. “Nós simplesmente deveríamos tê-los chamado de ‘às vezes nada líquidos’.”
A investida do setor em produtos para o varejo tem atraído atenção sobre a adequação de investimentos privados para pessoas físicas, que podem solicitar resgate mais cedo do que investidores institucionais.
Produtos de varejo são, às vezes, descritos como “semilíquidos” por permitirem resgates mensais ou trimestrais, limitados a um determinado valor.
Contexto
O debate sobre esses fundos se intensificou após a suspensão de resgates em um fundo de crédito voltado ao varejo pela Blue Owl Capital Inc.
A decisão da Blue Owl ocorreu após o aumento de pedidos de retirada por clientes, motivados em parte por preocupações sobre a exposição a empresas de software.
Schwartz afirmou que as avaliações das empresas de software caíram antes das preocupações com inteligência artificial se intensificarem.
Em teleconferência com analistas neste mês, executivos da Carlyle minimizaram a exposição da empresa ao setor de software e destacaram sua atuação em vendas de private equity.
Cerca de 6% dos ativos sob gestão da Carlyle estão nesse segmento.
A Carlyle informou que seu negócio de wealth management quase dobrou desde que Schwartz assumiu o cargo de CEO em 2023.