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Cantareira: chuvas de fevereiro elevam nível, mas sistema ainda opera em alerta

Após cinco meses em nível crítico, o Sistema Cantareira passou a ser usado com mais folga para o abastecimento da Região Metropolitana de São Paulo a partir de 28 de fevereiro.

As chuvas de fevereiro ajudaram a recompor o manancial. Em 31 de janeiro, o nível estava em 22,66%. Em 27 de fevereiro, o sistema atingiu 35,24% do volume útil.

Mudança na Faixa de Operação

A Agência Nacional de Águas (ANA) e a Agência de Águas do Estado de São Paulo (SP Águas) autorizaram a operação do sistema na Faixa 3 – Alerta em 27 de fevereiro. Desde 1º de outubro de 2025, o Cantareira operava na Faixa 4 – Restrição.

Com a mudança, a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo (Sabesp) está autorizada a retirar do Cantareira até 27 metros cúbicos por segundo, em vez dos até 23 m³/s que vinham sendo autorizados.

A maior captação não altera a redução na pressão noturna que reduz a oferta de água por 10 horas durante a noite. A Sabesp informou que eventual mudança depende das agências reguladoras.

Cenário Atual

O Cantareira é composto por represas interligadas e recebe água da bacia do Rio Paraíba do Sul. O sistema abastece 9 milhões de pessoas na região metropolitana.

Em 16 de janeiro, o volume útil chegou a 19,4%, o mais baixo em dez anos. Em fevereiro, o sistema acumulou 244,7 milímetros de chuvas, acima da média histórica de 200,8 mm.

A Sabesp poderá utilizar em março, além dos 27 m³/s autorizados do Sistema Cantareira, a vazão transposta no reservatório da Usina Hidrelétrica (UHE) Jaguari, respeitando o limite outorgado.

A ANA e a SP Águas recomendaram a adoção de medidas de uso racional de água para preservar o volume de água armazenado nos reservatórios.

Redução na pressão continua

A melhora no nível do Cantareira não implica em mudança na quantidade de horas em que a pressão da água que abastece a região metropolitana é reduzida. Atualmente, a Sabesp adota a redução da pressão à noite – dez horas entre 19h e 5h.

De acordo com a Agência Reguladora de Serviços Públicos do Estado de São Paulo (Arsesp), essa mudança depende do volume útil do Sistema Integrado Metropolitano (SIM).

O SIM opera em faixas de 1 a 7. Nesta sexta-feira, o SIM está com volume de 47,1%, mas ainda opera na faixa 3, que prevê 10 horas de redução noturna diária.

O Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden) previu que o Cantareira vai terminar o verão ainda em estado de alerta.

No cenário de chuvas na média, o volume útil estimado nos reservatórios para o fim de março seria de 39%. O mês de fevereiro teve chuvas acima da média. A faixa de alerta para o sistema fica entre 30% e 40% da capacidade.

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