O XP Infra II (XPIE), fundo de infraestrutura gerido pela XP Asset, apresentou uma valorização patrimonial de aproximadamente 4,5% no quarto trimestre de 2025.
A valorização elevou a cota patrimonial de R$ 77 para R$ 81,10. O ganho, equivalente a cerca de R$ 50 milhões no conjunto de participações diretas do fundo, ocorreu em um cenário de alta nos juros de títulos públicos atrelados à inflação (NTN-Bs).
Desempenho do Fundo
Na bolsa, a cota do fundo era negociada a cerca de R$ 56 na última data-base. Isso representa um retorno potencial equivalente à inflação mais 13,7% ao ano, segundo a gestora. O fundo já distribuiu R$ 587 milhões aos investidores desde sua criação – R$ 67,41 por cota em pouco menos de sete anos.
A XP Asset confirmou a meta de distribuição de R$ 1 por cota ao mês ao longo de 2026. Para 2027, a gestora sinalizou uma redução para a faixa entre R$ 0,75 e R$ 0,85 por cota mensal, devido ao encerramento dos pagamentos da debênture Alísio, título de dívida adquirido em 2023, com fluxos até meados de 2027.
Impacto da Medida Provisória 1.304
A aprovação da Medida Provisória 1.304 trouxe mudanças para o fundo. Dos três tipos de corte existentes, dois deixaram de ser cobrados do gerador.
No caso da usina solar Apodi, localizada no Ceará, o fundo recebeu R$ 20 milhões em ressarcimento de cortes passados. A provisão para perdas sobre o ativo caiu de 28% para 8%. Apodi distribuiu R$ 40 milhões em dividendos aos seus acionistas, dos quais R$ 4 milhões foram direcionados ao Infra II.
Nos parques eólicos Vila Acre I e Vila Acre II, houve reversão de uma provisão de aproximadamente R$ 15 milhões. A geração acumulada em 12 meses saltou de 13 para 15 megawatts médios. Os ativos já devolveram quase R$ 80 milhões ao fundo em menos de dois anos.
O banco credor dos projetos autorizou a distribuição de R$ 43 milhões em dividendos de Vila Acre I.
Em fevereiro de 2026, as cobranças de curtailment das eólicas permanecem suspensas, sem impacto no caixa do fundo.